
O músico e compositor Toquinho fez o show de encerramento da III Bienal Rubem Braga
A terceira edição da Bienal Rubem Braga foi encerrada neste domingo (13) com um show do cantor, compositor e violonista Toquinho. Acompanhado de sua banda, o músico cantou grandes sucessos que marcaram seus 44 anos de carreira e arrebatou o público que lotou a praça Jerônimo Monteiro, no centro de Cachoeiro de Itapemirim.
Toquinho abriu a apresentação com “Tarde em Itapoã”, clássico da música popular brasileira que compôs com Vinícius de Moraes, com quem fez mais de 130 composições. Entre uma canção e outra, o músico contava um pouco de sua história.
Amigo de Rubem Braga, confidenciou que o escritor fez um poema que gostaria de ter musicado. E manifestou o desejo de satisfazer o desejo do cronista. “Volto a Cachoeiro para lançar essa música. Letra de Rubem e música de Toquinho”, disse o cantor, muito aplaudido pela platéia.
Toquinho também falou sobre músicos que o influenciaram. Depois de fazer uma breve exposição sobre a importância de cada um dos compositores, o cantor tocava canções feitas por eles. De Tom Jobim, “Esse Seu Olhar” e “Eu Sei Que Vou Te Amar”, e de Baden Powell, o afrosamba “Berimbau”. Da parceria com Chico Buarque, tocou “Samba pra Vinícius”, homenagem ao poeta Vinícius de Moraes, com quem fez “Regra Três”, cantada com euforia pelos fãs.
O show teve dois blocos com canções voltadas para o público infantil. “A Casa”, “O Caderno”, “O Pato”, entre outras, embalaram as crianças que acompanharam a apresentação e também os adultos, que puderam rememorar esses clássicos. A emocionante “Aquarela” foi entoada em uníssono.
A música clássica também teve vez na apresentação. Ao falar de sua admiração pelo violonista Paulinho Nogueira, Toquinho lembrou da influência que a obra de Johann Sebastian Bach exerceu na carreira do instrumentista. Em seguida, executou “Jesus Alegria dos Homens”, obra prima de Bach, compositor alemão do século 18 e um dos maiores de todos os tempos.
Na sequência, indo do erudito ao popular, o músico mostrou a habilidade e a técnica que o consagraram como um dos melhores violonistas do país. Destaque para a versão de “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga.
O cantor se despediu do público com “Trem das Onze”, de Adoniran Barbosa. Mas, atendendo ao pedido de bis, ainda tocou a canção-desabafo “A Tonga da Mironga do Kabuletê”, que fez com Vinícius de Moraes durante a ditadura militar, “quando não podíamos falar tudo o que queríamos”, lembrou o cantor. Ao final do show, houve queima de fogos.
A III Bienal Rubem Braga é uma realização da prefeitura, por meio das secretarias de Arte e Cultura e de Educação, em parceria com a Câmara Capixaba do Livro e Secretaria de Estado da Cultura (Secult).
O público lotou a praça Jerônimo Monteiro para ver a apresentação no palco Rubem Braga
